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Alienação parental

Uberlândia, 15 de abril de 2017 ás 14:28

Um dos temas recorrentes de clientes em nosso escritório de advocacia em Uberlândia é a busca por orientação jurídica em casos que seus filhos não querem se valer dos dias de visita para ficar com um dos pais, e após uma certa analise na maioria das vezes chegamos a constatação que se trata-se uma situação prevista na nossa legislação que é alienação parental.

O que é alienação parental.

Vamos explicar melhor, alienação parental é um fenômeno psicológico onde o pai ou a mãe (ou mesmo tutores e curadores) tentam afastar o outro envolvido do convívio com os filhos menores. Um exemplo concreto é quando um dos pais traz adjetivos pejorativos e manipula a cabeça da criança a enxergar erroneamente que outro é uma má pessoa. Traz cercado de frases como “seu pai/mãe é bandido, que não gosta de você, que este metido em coisas ilícitas, etc”.

E essas frases de impacto ficam sendo repetidas consistentemente, moldando a personalidade intelectual da criança a gerar rejeição pelo outro.

Normalmente ocorre após um complicado processo de divorcio ou separação , onde a mágoa de um dos pais acaba gerando efeitos de rejeição que são externalizados na criança. É uma forma de vingança, e que pode gerar danos e consequências a médio longo prazo na criança que irreversível na fase adulta, principalmente quando ocorre na adolescência, fase de formação de personalidade da pessoa.

Sintomas.

Um sinal de que isto pode estar acontecendo, e quando os filhos rejeitam as ligações dos pais, recusam a entra-los nos dias de visitas, ou mostram uma hostilidade injustificada.

A justiça brasileira é atenta a isso e existem meios processuais para analise dos casos, é possível entrar com um processo de analise de alienação parental, onde o juiz solicita a psicólogos forenses um laudo técnico/pericial para constatação da situação através de entrevista com a criança. Assim emitido o laudo, é repassado ao juiz e Ministério Público para que sejam tomadas as devidas providências.

Consequências.

Constatada a alienação parental uma das consequências poderá ser a perda do pátrio poder, ou seja, a
a perda do direito de convivência com a criança, como medida restritiva a não aproximação ou tentativa de contato.

O mais importante é que por mais traumatizante que foi a relação e que gerou a separação, a criança é indefesa na situação, e o interesse do menor deve ser posto sempre em primeiro lugar. O convívio deve ser feito de forma amistosa e amorosa pois mesmo que separados o vinculo com os sera pra sempre, e na falta de um, o outro estar próximo para amparar é melhor coisa pra criança, que terá solidez para se apoiar e formar seu caráter em adjetivos e referencia boas sobre os pais, assim tornando adultos de carácter por ter em casa modelos de referência.

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